O Projeto

Selecionado na chamada Petrobras Música em Movimento do Programa Petrobras Cultural, o projeto Orquestra Afrosinfônica foi um dos 19 projetos selecionados em um universo de mais de 2.200 inscritos. 

 

O projeto consiste na realização de 4 concertos da Orquestra Afrosinfônica, sob a regência do Maestro Ubiratan Marques. 

 

Todos os concertos apresentarão repertório da Orquestra Afrosinfônica e cada um deles contará com uma participação especialíssima de um grupo de referência cultural afrodescendente. Os convidados vêm da Bahia, Pernambuco e Minas Gerais.

 

Os dois primeiros concertos serão realizados em 2019 em Salvador e Recife, e contarão com as participações do bloco afro baiano Malê Debalê e do maracatu pernambucano Nação Estrela Brilhante, respectivamente. 

 

Em 2020 serão realizados concertos em Belo Horizonte e Salvador, contando, respectivamente, com as participações do congado mineiro Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e do bloco afro baiano Ilê Ayiê.

 

Esses encontros são preparados pela pesquisa e elaboração de arranjos sinfônicos do Maestro Ubiratan Marques para duas músicas do repertório de cada grupo e revelam os diálogos travados pela Orquestra Afrosinfônica.

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ENCONTROS

Bloco afro

Malê Debalê 

Fundado em 23 de março de 1979 por um grupo de moradores de Itapuã com vivência de outras entidades culturais negras, levam para os circuitos do Carnaval reflexões sobre a história de seu povo, alcançando hoje 4 mil associados. O Malê é um nome em homenagem aos negros muçulmanos que, numa Salvador de 1835, realizaram um levante contra o sistema escravocrata brasileiro intitulado Revolta dos Malês.

Maracatu Nação Estrela Brilhante 

Fundado em 1906 por Cosme Damião Tavares, passou a ser presidido pela atual rainha Marivalda Maria dos Santos, juntamente com o babalorixá e antigo rei do maracatu Jorge de Xangô. Antes de o maracatu sair às ruas para o carnaval, pratica rituais de religiosidades distintas, justapondo o culto nagô com cultos de divindades de outras linhas. Assim, reis e rainhas do panteão africano convivem, no mesmo espaço físico, mas em diferentes momentos, com mestres e caboclos.

Congo Irmandade de Nossa Senhora do Rosário – Os Ciriacos

Fundado em 1953, hoje é comandado pelo capitão-mor Antônio Jorge Muniz e conta com 115 integrantes que fazem parte da Guarda de Congo e Guarda de Moçambique. Todos os anos, no primeiro domingo após o dia 13 de maio (dia dedicado à comemoração da abolição da escravatura no Brasil, pela princesa Isabel), as irmandades realizam o congraçamento com devoção à Nossa Senhora do Rosário, Santa Efigênia e São Benedito. A festividade conta com Missa Conga, procissão, entrega das coroas e descerramento dos mastros.

Bloco afro Ilê Aiyê

Fundado em 1 de novembro de 1974 por moradores do Curuzu, Liberdade, bairro de grande população negra, constitui-se no mais antigo bloco afro brasileiro. O bloco relaciona a ancestralidade africana com o contexto histórico-social da escravidão no Brasil e com a condição do negro baiano na atualidade, concorrendo fortemente para o processo de identidade e autoestima do negro. Com 3 mil associados, o Ilê é patrimônio da cultura baiana e marco no processo de reafricanização do Carnaval da Bahia.